Resumo da Educação Especial no Brasil

Avanços da Educação Especial no Brasil

Educar as crianças com deficiência é um desafio dos tempos modernos. Apenas uma pequena quantidade de crianças com necessidades especiais têm pronto acesso à escolaridade, e aqueles que o fazem normalmente frequentam uma escola para educação Especial. Quase nenhuma destas crianças têm a oportunidade de frequentar uma escola regular com seus colegas sem deficiência. Nas áreas não urbanas, a situação é ainda pior.

No Brasil, o primeiro esforço em atender crianças com deficiência foi feito por Dom Pedro II em 1854 criando o Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Em 1891 a escola passou a se chamar Instituto Benjamin Constant – IBC.

Em 1857, D. Pedro II também criou o Instituto Imperial dos Surdos-Mudos. Em 1957 a escola passou a se chamar Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES. Ainda no período imperial, em 1874, iniciou-se o tratamento de deficientes mentais no hospital psiquiátrico da Bahia (hoje hospital Juliano Moreira).

Educação Especial no Brasil 1

Após a proclamação da República, por volta de 1930 foram criadas inúmeras instituições para cuidar da deficiência mental, em número bem superior ao das instituições voltadas para as outras deficiências.

O surgimento das primeiras entidades privadas, com destaque para a Sociedade Pestalozzi do Brasil (criada em 1945) e a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), que mais tarde em 1962 já com 16 instituições criou a sua Federação (FENAPAES), marcou a história da educação especial brasileira.

A partir de 60, o Governo começou a criar classes especiais dentro das escolas públicas, e, houve expansão no número de escolas especiais no país.

No Brasil a integração dos deficientes mentais na sociedade, só se deu a partir de 1988, com a Constituição Federal. Mas infelizmente não oferecia estrutura suficiente para atender a demanda.

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A LDB 9.394/96 tem por objetivo e ampliar o atendimento, assim como a preparação dos professores do ensino regular, juntamente com o apoio especializado, quando houver necessidade.

Mas em termos práticos, a criação de escolas especiais públicas não é viável para a maioria dos estados. É também indesejável, do ponto de vista da educação. Mas no Brasil os direitos amparados por Lei estão longe de serem alcançados, existe uma carência de recursos pedagógicos, formação deficitária dos professores e muitas vezes o apoio especializado inexiste.

Atualmente existem estudos que comprovam que as crianças com deficiência aprendem melhor quando frequentam uma escola regular. Muitas vezes, é também a única oportunidade realista que terão de receber uma educação. Mas mesmo com os avanços feitos pelas escola brasileiras e o Governo ainda há muito a ser conquistado, no que diz respeito à educação especial.

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Práticas educacionais inclusivas estão sendo aprovadas internacionalmente. O ‘Educação para Todos’ patrocinado pela UNESCO, afirma que todas as crianças, incluindo as pessoas com deficiência e outras necessidades especiais, têm direito a igualdade de oportunidades educativas.

Como resultado, a educação inclusiva tem recebido mais atenção nos últimos anos. Há um movimento em direção a escola inclusiva, em quase todos os países. Existem exemplos de boas práticas, mas os modelos precisam ser fortalecidos.

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